sábado, 17 de outubro de 2015

#Brooklyn #DUMBO



Este dia em NYC começou no City Hall Park, onde alguns locais alimentavam a fauna urbana (pombos e esquilos), o que os tornava menos esquivos.






Depois atravessámos a ponte de Brooklyn: uma caminhada panorâmica, durante a qual se pode observar Brooklyn e Manhattan. 
Havia muita gente a caminhar, de várias nacionalidades.
Frequentemente campainhas de bicicletas tilintavam nas nossas costas, a pedir-nos que as deixássemos passar.







Já em Brooklyn, mergulhámos no DUMBO (aka Down Under the Manhattan Bridge Overpass), uma antiga zona industrial. Aqui, antigos armazéns foram transformados em estúdios e galerias, como por exemplo as Front St. Galleries.


Neste quarteirão é ainda possível admirar as ruas calcetadas, sulcadas pelos carris dos trolleys. Durante o séc. XIX estes transportavam as mercadorias que depois eram levadas de ferry para Manhattan.
Porém, em 1875, com a inauguração da ponte de Brooklyn (a mais alta estrutura da cidade na altura), as mercadorias começaram a ser escoadas pela ponte, o que veio a determinar uma alteração no tipo de ocupação, passando de industrial para residencial. 




Além de uma intensa vida cultural, é possível encontrar lojas e restaurantes invulgares, como o Jacques Torres Chocolate e o restaurante mexicano Pedro's. 





Onde se situava o antigo porto de NYC, encontra-se agora o Broklyn Bridge Park e o Empire Fulton Ferry State Park.
Entre os piers 2 a 5 tem-se a melhor vista  do pôr do sol sobre a baixa de Manhattan.



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Algarve Cársico


Na orla costeira entre a Quinta da Rocha e Armação de Pêra aflora um maciço de rochas carbonatadas que conferem características singulares à paisagem.

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Sendo constituídas por carbonato de cálcio, estas rochas são muito vulneráveis à chuva – com grau de acidez cada vez mais elevado devido ao dióxido de carbono presente na atmosfera – bem como à água salgada das ondas.

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Da conjugação destes factores de erosão, ocorrem grutas marinhas e fissuras que se vão alargando, progredindo até ao nível do mar, até formarem algares.

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Ao nível da costa, os diferentes graus de densidade das rochas dão lugar a arcos e leixões, como resultado do desaparecimento das zonas de rocha mais vulneráveis, dando lugar a uma paisagem rendilhada e entrecortada, única no litoral português.

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Devido à grande velocidade de erosão da costa, que pode alcançar os 2m por ano, o recuo do litoral  é por vezes superior ao entalhe das linhas de água nos seus vales, fazendo com que as ribeiras desagúem desniveladamente em relação ao mar, terminando como que numa varanda (vale suspenso).

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