Levantámo-nos um pouco mais tarde e optámos por visitar um castelo mais próximo da cidade, o Château de Écouen, que alberga o Museu Nacional da Renascença.
Apanhámos o comboio na Gare Paris Norte. Pela primeira vez o comboio não tinha dois andares.
Saímos na estação de Écouen, com fotos de objectos em exposição no Museu. Depois de um café no bar da gare, embrenhámo-nos na floresta de Écouen, com tílias, faias e outras árvores mais antigas que não conseguimos identificar.
Por fim desembocámos numa avenida de tílias, mesmo em frente ao antigo jardim francês do Château, do qual apenas restam o relvado e os terraços onde se encontravam os buxos desenhados.
O desaparecimento dos jardins barrocos deve-se à pilhagem e abandono dos palácios dos aristocratas aquando da revolução francesa. A quase totalidade dos que subsistem, foi replantado no séc XIX, sob o ideal romântico.
Parámos num banquinho para almoçar comida que tínhamos comprado previamente no supermercado. De seguida, fomos para o Museu, comprámos uma visita guiada que começava às 15h30. Entretanto visitámos o rés-do-chão. Expostos em várias salas, diversos objectos exibiam detalhes onde se manifestou a revolução decorativa da Renascença iniciada em França, como vimos atrás, por François I. Madeira trabalhada (boiseries), relógios, tapeçarias, cerâmica, esculturas, numa primeira fase com predominância de elementos góticos salteados por tímidas alusões renascentistas e, posteriormente, dominados por todo o tipo de reminiscências da antiguidade clássica.
Não obstante, existem muitas outras preciosidades, com elementos coevos, como por exemplo, um relógio em forma de Nau.
A complementar na perfeição o acervo do museu, as pinturas das chaminés e os frisos do tecto e das janelas, originais do séc XVI, remetem-nos para o tempo em que Henrique IV e Catarina de Medici aqui moravam.
Por fim, a visita guiada tirou-nos a dúvida sobre Anne Montemorency, primeiro Duque de Montemorency, que erradamente pensávamos ser uma mulher, devido ao nome Anne. Depois regressámos à estação de comboio, por um caminho mais longo, mas que contornou toda a floresta de Écouen.
Quando terminámos, era hora de ir para Paris e apanhar o comboio para Lourdes, no interior do antigo Pays de Bigorre.
instalados na couchette