- É o bairro mais antigo de Lisboa
- O seu nome vem do árabe al-hamma (banhos ou fontes)
- É cercada pelas colinas do Castelo de S. Jorge e de S.Vicente
- Lembra uma antiga aldeia
- Muitos restaurantes, casas de fado, as festas dos Santos Populares
- Esteve sob o domínio muçulmano entre 711 e 1147
- A maioria dos edifícios resistiu ao terramoto de 1755
- Aqui existe um conjunto de nascentes minero-medicinais
- Antes da construção do Aqueduto das Águas Livres, Alfama era a zona de Lisboa com menos problemas de falta de água
- Para introduzir as águas de Alfama na rede de abastecimento público de Lisboa, construiu-se uma cisterna que recolhia a água e uma estação elevatória movida a vapor, que elevava a água até ao reservatório da Verónica
- O Museu do Fado foi construído sobre a cisterna e é lá que é possível visitá-la
terça-feira, 14 de julho de 2015
#Alfama #apontamentos
domingo, 5 de julho de 2015
Costa Sudoeste
O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina abrange uma região costeira que alterna entre zonas de falésias alcantiladas e estuários de ribeiras que sulcam um planalto litoral constituído por paleodunas do paleozóico.
Iniciámos o percurso na Zambujeira do Mar, uma aldeia de pescadores com casas brancas que se erguem num promontório. Daqui tem-se de uma vista soberba sobre a praia e a costa recortada.
Da praia prosseguimos por um caminho em terra batida na direcção do Carvalhal da Rocha. Dos dois lados, terrenos de agricultura intensiva e estufas.
De facto, apesar dos cartazes turísticos apresentarem esta região como sendo a última costa selvagem da Europa, tal não poderia corresponder menos à realidade.
Viemos a constatá-lo no troço entre a Praia do Carvalhal e a Azenha, onde toda a faixa entre a N120 e o litoral se encontra ocupado em centenas de hectares por estufas que, para além de terem destruído toda a vegetação endémica, também obstruíram os caminhos públicos, transformando esta parte do Parque Natural num verdadeiro gueto, onde sul-americanos trabalham de sol a sol.
Mais à frente, o cenário não se torna mais animador! Grandes extensões de estufas e agricultura intensiva prolongam-se até às proximidades do vale de Odeceixe.
Aqui somos surpreendidos por uma vasta extensão aplanada, onde gado bovino pasta nas margens da ribeira, rodeado por comunidades de juncal que vegetam junto a uma estreita faixa de sapal.
A vila de Odeceixe é ainda mais acolhedora, com as ruas e as esplanadas cheias de turistas. Encontrámos com facilidade um sítio agradável para pernoitar: a Casa de Hospedes Celeste.
No dia seguinte, o pequeno-almoço foi escasso face à íngreme subida que tivemos de percorrer até superar o vale da ribeira de Odeceixe.
Esta é a típica atitude do proprietário português descontextualizado do que o rodeia, que contrasta com o direito de passagem tão enraizado na cultura anglo-saxónica.
Na direcção de Maria Vinagre, mais uma vez nos deparámos com a ocupação desenfreada da área do Parque Natural com as estufas e agricultura intensiva.
Não obstante, o caminho era agora um carreteiro pouco apto à prática do BTT e, para piorar, mais à frente, desembocava em paleodunas, onde a areia nos obrigou a levar a bicicleta à mão.
Por fim, uma estrada municipal levou-nos até ao Rogil, poiso para novo café, após uma espreitadela à praia do Vale dos Homens.
Dirigimo-nos novamente para o litoral em direcção à praia da Carreagem. Aqui, um passadiço de madeira possibilita o acesso à água tão desejada, onde nos refrescámos em agradáveis piscinas naturais, rodeadas por rochas polvilhadas de caracóis do mar e minhocas verdes.
Já no final do dia, num último fôlego, subimos o passadiço de volta ao planalto e retomámos, com dificuldade, à paleoduna, a qual não iríamos abandonar até ao vale da Ribeira de Aljezur.
Terminámos o percurso junto à foz desta última, na Praia da Amoreira, onde mergulhámos noutra agradável piscina natural.
A montante, sapais intercalados por terras agrícolas conduzem-nos, agora de táxi, à N120 e ao carro.
Artur
Artur
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