quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Londres


Durante a última viagem a Londres visitámos três igrejas que se tornaram importantes centros de actividade cultural, social e artística. São elas St Martin-in-the-Fields, St James's Church e Notre Dame de France.


No lado Este da Trafalgar Square, ergue-se a igreja de St. Martin-in-the-Fields. Esta igreja tem um papel activo no apoio aos sem abrigo, bem como na dinamização de actividades culturais (como exposições, concertos e até aulas de Tai Chi).
St. Martin-in-the-Fields alberga ainda uma espaçosa mas acolhedora cafetaria na cripta. 





Aqui é possível fazer todas as refeições, desde um pequeno-almoço inglês tradicional (ou não), passando pelo chá (com chás orgânicos, scones e outros bolos maravilhosos e coloridos) até ao jantar. Encerra às 20h. Os preços são acessíveis e a comida é muito boa e variada.




É comum organizarem-se concertos de música clássica na igreja, à hora de almoço e ao entardecer, e concertos de jazz na cafetaria, a partir das 20h. 
Por sorte visitámos esta igreja durante a tarde e pudemos assistir a um ensaio.



East Window, 2008, de Shirazeh Houshiary and Pip Horne



A bonita St James's Church, de Sir Christopher Wren (um dos fundadores da Royal Society e responsável pela reconstruçao de 52 igrejas na cidade, depois do incêndio de 1666), construída em tijolo, fica a cerca de 200m de Piccadilly Circus.
À semelhança de St. Martin-in-the-Fields, também organiza concertos, à hora de almoço e ao entardecer, e presta assistência a pessoas sem abrigo, acolhendo-as nas noites de inverno.
No pátio encontra-se uma agradável esplanada e o Piccadilly Market
Este mercado abre de segunda-feira a sábado, sendo que às segundas tem lugar a venda de alimentos, à terça-feira o mercado de antiguidades e, de quarta a sábado, o mercado de artesanato. Os fundos obtidos destinam-se à manutenção do edifício da igreja. Quando visitámos a igreja, estava a decorrer o mercado de artesanato. A variedade de produtos era grande, mas, depois de ver a igreja, preferimos passar mais tempo na esplanada, para descansar e planear.





Em Leicester Square, encontramos a igreja de Notre Dame de France, onde anteriormente existia um edifício conhecido como Buford's Panorama, um espaço de entretenimento e interesse turístico. 




Tem um centro de acolhimento a refugiados, embora não esteja tão virada para a "vida exterior" da comunidade, como as igrejas anteriores. No entanto, importantes trabalhos artísticos enriquecem o interior: os murais de 1959 do artista multifacetado Jean Cocteau, dedicados à Virgem Maria que incluem um autoretrato;






 uma tapeçaria no altar, de 1954, da autoria de Dom Robert, representando Maria de um modo singular, vestida de noiva e rodeada de plantas, fores e animais; 




e o mosaico de Boris Anrep - Mosaic of the Nativity - também de 1954.





links:



domingo, 13 de setembro de 2015

#VilaRealdeSantoAntónio #museu

O Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Sto. António alberga o Núcleo Museológico da Indústria Conserveira, onde é possível ver uma exposição sobre a tradição pesqueira e conserveira nesta cidade.


Fomos visitá-lo na semana passada.
Passei rapidamente por temas como o ciclo do atum, o ciclo da sardinha, as fases de cozedura, enlatamento...e outros.


Mas demorei-me na parte das artes litográficas.






Na primeira metade do séc. XX houve um acentuado desenvolvimento da indústria conserveira em Vila Real de Sto. António. A par desta indústria desenvolveram-se outras actividades, entre elas a litografia, para impressão de desenhos nas folhas-de-flandres (material de que são feitas as latas de conserva).



Nesta altura, o processo era mais ou menos o seguinte:

O desenho era feito manualmente em pedra calcária, para depois ser transferido da pedra para o papel vegetal na prensa de transporte litográfico.






Depois, o desenho passava para uma chapa de zinco. Esta era aplicada no cilindro da máquina de impressão que, por sua vez, transferia o desenho para a folha-de-flandres.


Seguia-se a aplicação das cores:

A folha-de-flandres tinha de passar na máquina tantas vezes quanto o número de cores do desenho.
Cada vez que era aplicada uma cor, a folha-de-flandres ia ao forno para secar.
Depois voltava à máquina para a impressão da cor seguinte.
E assim sucessivamente.
Na última fase, aplicava-se uma camada de verniz transparente, indo a folha-de-flandres pela última vez ao forno.
Por fim, a folha-de-flandres ia para a secção do vazio, onde eram fabricadas as latas.









Filipa

sábado, 12 de setembro de 2015

#Faro #pequenopasseio(2) #apontamentos


 Já andava há alguns dias à procura da passagem de nível que me levaria para pertinho da Ria. Finalmente descobri, mesmo em frente à marina.





Esta zona ribeirinha não é o melhor sítio para se estar à hora do calor, num dia de Verão, mas ficou prometido o regresso num final de tarde.






Depois segui ao longo da linha do comboio em busca do Parque Ribeirinho. Quando avistei o edifício do Teatro das Figuras, virei à esquerda. O parque começava mesmo ali. Mas...




...o calor apertava e o parque não parecia um parque...(pelo menos para quem tinha imaginado vegetação verde e sombra abundante)



As árvores são todas muito jovens. Apenas um pequeno pinheiro cobria com a sua sombra metade de uma mesa do parque de merendas.
Fiquei ali bastante tempo, a ver as brincadeiras de quem parecia não estar nada incomodado com o calor.





Ganhei coragem e fui explorar o resto do parque. Numa das margens predominam na paisagem as grandes superfícies, que ficam do outro lado da estrada, mas se andamos em direcção à Ria a "coisa" melhora.






Há uma espécie de balcão que fica mesmo sobre o sapal e permite observar aves.
Não vi nenhuma, talvez viessem mais tarde.
Daqui também se vêem os aviões que chegam ao aeroporto de Faro. Sobrevoam todo o horizonte e aterram. Desta vez foi de 5 em 5 minutos.



O sol ainda ia alto. Resolvi não esperar pelas aves. 



Caminhei para a passagem de nível para espreitar o Teatro das Figuras.





Estava fechado. 
Mas ali perto estava outra coisa que eu queria ver: a Casa das Figuras.
É um antigo celeiro com um "pormenor" muito curioso na fachada:




Daqui fui para o supermercado comprar morangos.


Filipa