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Na segunda-feira, o terceiro dia em Paris, optámos por comprar um almoço volante num supermercado a caminho do metro.
Fizemos uma viagem de comboio ao longo da margem esquerda do Sena e saímos na estação de Melun. O nosso objectivo deste dia era visitar o Château de Vaux-le-Vicomte. Procurámos um autocarro da estação até lá, mas não encontrámos, por isso apanhámos um táxi. Já quase a chegar ao Palácio, atravessámos um túnel de árvores altas que ladeavam a estrada.
Depois de almoçarmos num parque de merenda fomos visitar o Musée des Équipages.
Assim que nos aproximámos do eixo entre o portão e a fachada principal alcançámos o ponto de perspectiva que tornou famoso o palácio. O nosso olhar atravessa o edifício através das portadas de vidro do rés do chão e alcança a estátua dourada de Hércules a cerca de 1 Km e meio do lado oposto.
Este palácio é mais imponente do que o de Champs-sur-Marne e também 100 anos mais antigo. Foi mandado construir por Nicolas Fouquet, no séc XVII, tendo reunido os principais mestres do seu tempo.
Louis Le Vau desenhou a mansão, criando já um espaço próprio para as refeições.
As divisões mais importantes são os aposentos do rei e o grande salão, com dezasseis cariatides representado os 12 signos do zodíaco e as quatro estações do ano.
A decoração interior a cargo de Le Brun teve tanto sucesso que acabou por dar origem ao estilo Luís XIV.
Vatel foi o nome escolhido para cozinheiro, enquanto que La Fontaine era o poeta residente. Cada um destes mestres seguiu a batuta de Le Nôtre, um arquitecto paisagista que alcançou em Vaux-le-Vicomte o expoente da perspectiva e harmonia.
Passeámos pelo enorme jardim, com vários terraços relvados, lagos e esculturas até chegar ao Grand Canal.
Do outro lado, surgem as Grutas, uma fonte romântica decorada com estátuas de Deuses dos Rios.
Subindo umas escadas temos acesso à colina, onde se ergue a estátua de Hércules, um colosso dourado que recentemente foi restaurado.
Aqui fizemos mais uma paragem para lanchar, sentados na relva verde.
Quando terminámos faltavam apenas 15 minutos para o jardim fechar. De regresso, percorremos uma área arborizada...
...e passámos pelo oratório e por uns jogos de água onde foi encenada a peça de Molière Les Fâcheux no dia 17 de Agosto de 1661, data da visita de Luís XIV ao Palácio. O banquete foi de tal forma opulento e extravagante que envergonhou o Rei. Quinze dias depois Nicolas Fouquet, na altura superintendente do Rei, foi preso em Nantes, os seus bens apreendidos e, decorridos três anos, condenado a prisão perpétua pelo crime de peculato.
Em Paris, antes de regressar ao Hotel, jantámos num restaurante chinês perto da Gare du Nord.
...e passámos pelo oratório e por uns jogos de água onde foi encenada a peça de Molière Les Fâcheux no dia 17 de Agosto de 1661, data da visita de Luís XIV ao Palácio. O banquete foi de tal forma opulento e extravagante que envergonhou o Rei. Quinze dias depois Nicolas Fouquet, na altura superintendente do Rei, foi preso em Nantes, os seus bens apreendidos e, decorridos três anos, condenado a prisão perpétua pelo crime de peculato.
Em Paris, antes de regressar ao Hotel, jantámos num restaurante chinês perto da Gare du Nord.