Hoje de manhã os raios de sol mais uma vez entraram pela janela, o que nos deu boa disposição logo ao acordar. Temos tido muita sorte com o tempo, porque têm estado temperaturas altas e sol quase todos os dias. Apenas à noite arrefece um pouco.
Para hoje escolhemos o ponto de interesse mais conhecido da nossa viagem: Fontainebleau, uma floresta de faias, carvalhos e pinheiros da Normandia, onde vivem javalis, veados e outros animais que desde a idade média atraíram os reis e nobres franceses. Aqui foi construído um castelo na Idade Média, que no reinado de François I, deu lugar ao primeiro edifício renascentista francês.
Château de Fontainebleau
Para lá chegar apanhámos o comboio RER até à estação de Fontainebleau-Avon. Da estação seguimos no autocarro número 1 que nos deixou junto à entrada do jardim de Diana.
Depois de comprarmos os bilhetes e levantarmos o audioguia, iniciámos a visita pelo Museu de Napoleão I, onde é possível ver as poucas obras de arte que o conquistador da Europa guardou para si.
Mais interessante é a colecção do minúsculo museu chinês, que mais não é do que um repositório das ofertas trazidas pelos Reis de Sião, actual Tailândia, aquando da visita a França: incensários, móveis profusamente esculpidos com cenas da natureza, um altar e liteiras decoradas com motivos exóticos.
Almoçámos rapidamente no Pátio do Adeus ou do Cavalo Branco, para, às 14h30, iniciarmos a visita guiada aos Petit Apartments de Napoleão I.
Trata-se dos aposentos do conquistador da Europa e das suas duas esposas, primeiro Maria Cristina, rejeitada por não conceber um herdeiro a Napoleão e depois Josefina.
Trata-se dos aposentos do conquistador da Europa e das suas duas esposas, primeiro Maria Cristina, rejeitada por não conceber um herdeiro a Napoleão e depois Josefina.
A austeridade domina estes aposentos, em estilo império, que contrastam com a opulência e riqueza decorativa dos Grands Appartements de Napoleão III.
Aqui ficámos deslumbrados com a galeria de François I, com o exuberante salão de baile e pela sucessão de divisões privadas, decoradas com frescos e estuque pelos mestres italianos contratados por François I durante as suas campanhas em Itália, que deram origem à primeira escola de Fontainebleau e pelos mestres parisienses do séc XVIII, sob a influência da Flandres, que deram origem à segunda escola de Fontainebleau.
salão de baile
No rés do chão visitámos a Galeria dos Veados, com representações dos vários palácios construídos pela burguesia à volta da cidade de Paris para servir de apoio à caça, o passatempo mais popular da nobreza e da burguesia durante os tempos de paz.
Depois de terminarmos a visita, espreitámos o Lago das Carpas, e lanchámos junto ao Grand Canal. Entretanto, um cisne, patos e galeirões aproximaram-se. Nós não resistimos e partilhámos com eles o nosso pão de nozes.
Assim que o Sol se escondeu atrás das árvores, sentimos imediatamente um frio seco, que nos lembrou que o Mediterrâneo está a centenas de kms.
Partimos ao longo do Grand Canal com mais de um km de extensão e saímos do Parque em direcção à estação de comboio, para regressar a Paris.