sábado, 14 de novembro de 2015

Ilha do Farol e Ilha Deserta



As ilhas Deserta, da Culatra/Farol, Armona, Tavira e Cabanas constituem as cinco ilhas-barreira que fazem parte do cordão arenoso responsável por separar a Ria Formosa do Oceano Atlântico.
Em tempos idos, a Ilha Deserta e a Ilha do Farol/Culatra foram uma só: a Ilha do Cabo de Santa Maria. Porém, a abertura do Canal da Barra Nova, durante a primeira metade do séc. XX, veio transformar esta ilha em duas.
As areias destas ilhas estão em constante deslocação, devido às forças do mar e do vento. Mesmo assim, nas suas dunas podemos encontrar espécies vegetais (como o cardo marítimo) que conseguiram resistir e adaptar-se aos ventos fortes, à salinidade e à permeabilidade do solo. Outro aspecto curioso é que são as raízes destas plantas que contribuem para a manutenção e estabilização das dunas.
Escolhamos um dia para visitar a Ilha do Farol e a Ilha Deserta.
O ponto de partida é a cidade de Faro, mais especificamente o Cais Comercial ou o Cais das Portas do Mar (conforme a época), onde se apanha o barco para a ilha do Farol.


Faro

   


Durante a viagem, que dura cerca de 40 minutos, o barco atravessa canais e bancos de sapal que caracterizam a Ria Formosa. Com alguma sorte, talvez se avistem aves que por aqui passam, tais como os flamingos ou a garça-real.

Ria Formosa

Uma vez chegados à Ilha do Farol, sugere-se uma visita a três locais: o núcleo populacional -  habitado essencialmente por pescadores e turistas,

Ilha da Culatra


o Farol de Santa Maria,

Ilha da Culatra



e a praia.

Ilha da Culatra

Para uma segunda parte do dia mais tranquila, desvendemos o silêncio da Ilha Deserta.
Para tal, apanhamos um barco-táxi que nos leva até lá.

barco-táxi

A Ilha Deserta também  é conhecida como Ilha da Barreta. Ao contrário da Ilha da Culatra, é desabitada e pouco frequentada. É aqui que se encontra o ponto mais meridional de Portugal continental, o Cabo de Santa Maria, que consiste apenas numa curva no areal da praia.
A partir do pontão é possível fazer um percurso pedestre que nos proporciona um melhor conhecimento da ilha (LINK)

Ilha Deserta


Embora tenha apenas 3,2 Km e seja considerado fácil, se for Verão e o sol estiver forte, aconselha-se o fim de tarde como melhor altura para o realizar. Uma menor temperatura ajudará a caminhada. Além disso, o azul do mar e a areia clara adquirem tons lindíssimos e cintilantes quando o sol vai mais baixo.

Ilha Deserta
Ilha Deserta



No entanto, convém não esquecer a hora de saída do último barco. - mais informações: Ria Formosa Barcos - mais fotos aqui



PR Zambujeira do Mar - Azenha




O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) corresponde a uma faixa litoral de 2 Km de largura, que se estende desde S. Torpes até ao Burgau. Tem uma área total de cerca de 131000 ha. Esta área protegida possui uma grande variedade paisagística e uma elevada biodiversidade. O clima - com influências atlânticas e mediterrâneas - bem como os diversificados substratos geológicos contribuem para a existência de uma enorme quantidade de espécies endémicas. O percurso pedestre de pequena rota Zambujeira do Mar - Azenha (link) apresenta características representativas deste Parque Natural: as falésias escarpadas a recortar o mar, os barrancos profundos, onde  por vezes correm cursos de água e as praias, com ou sem areal.


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Este percurso tem início junto à Capela de Nossa Senhora do Mar. 
Para começar, desce-se em direcção à praia da Zambujeira e depois sobe-se por um trilho que segue pela arriba. À medida que se caminha, descobrem-se belíssimas praias abrigadas por rochas imponentes.


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Algumas destas rochas são tão recortadas, que mais parecem esculturas misteriosas.


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Em relação ao caminho, os declives são pouco acentuados. Predominam os caminhos de pé posto com areia. Umas vezes o  trilho passa mesmo pelo extremo da arriba, outras vezes avança para o interior. 

 Aqui é possível observar a vegetação rasteira típica desta região, como por exemplo a camarinha, com as suas bagas brancas.


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Por fim, deixa-se aqui uma sugestão: embora estejam indicadas 3 horas como duração deste percurso, demorem mais tempo. Apreciem a paisagem, tirem fotografias, façam um picnic. Se o tempo o permitir, também é boa ideia alternar a caminhada com uns mergulhos no azul intenso daquele mar.~

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mais informação sobre o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina aqui





sábado, 17 de outubro de 2015

#Brooklyn #DUMBO



Este dia em NYC começou no City Hall Park, onde alguns locais alimentavam a fauna urbana (pombos e esquilos), o que os tornava menos esquivos.






Depois atravessámos a ponte de Brooklyn: uma caminhada panorâmica, durante a qual se pode observar Brooklyn e Manhattan. 
Havia muita gente a caminhar, de várias nacionalidades.
Frequentemente campainhas de bicicletas tilintavam nas nossas costas, a pedir-nos que as deixássemos passar.







Já em Brooklyn, mergulhámos no DUMBO (aka Down Under the Manhattan Bridge Overpass), uma antiga zona industrial. Aqui, antigos armazéns foram transformados em estúdios e galerias, como por exemplo as Front St. Galleries.


Neste quarteirão é ainda possível admirar as ruas calcetadas, sulcadas pelos carris dos trolleys. Durante o séc. XIX estes transportavam as mercadorias que depois eram levadas de ferry para Manhattan.
Porém, em 1875, com a inauguração da ponte de Brooklyn (a mais alta estrutura da cidade na altura), as mercadorias começaram a ser escoadas pela ponte, o que veio a determinar uma alteração no tipo de ocupação, passando de industrial para residencial. 




Além de uma intensa vida cultural, é possível encontrar lojas e restaurantes invulgares, como o Jacques Torres Chocolate e o restaurante mexicano Pedro's. 





Onde se situava o antigo porto de NYC, encontra-se agora o Broklyn Bridge Park e o Empire Fulton Ferry State Park.
Entre os piers 2 a 5 tem-se a melhor vista  do pôr do sol sobre a baixa de Manhattan.



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Algarve Cársico


Na orla costeira entre a Quinta da Rocha e Armação de Pêra aflora um maciço de rochas carbonatadas que conferem características singulares à paisagem.

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Sendo constituídas por carbonato de cálcio, estas rochas são muito vulneráveis à chuva – com grau de acidez cada vez mais elevado devido ao dióxido de carbono presente na atmosfera – bem como à água salgada das ondas.

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Da conjugação destes factores de erosão, ocorrem grutas marinhas e fissuras que se vão alargando, progredindo até ao nível do mar, até formarem algares.

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Ao nível da costa, os diferentes graus de densidade das rochas dão lugar a arcos e leixões, como resultado do desaparecimento das zonas de rocha mais vulneráveis, dando lugar a uma paisagem rendilhada e entrecortada, única no litoral português.

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Devido à grande velocidade de erosão da costa, que pode alcançar os 2m por ano, o recuo do litoral  é por vezes superior ao entalhe das linhas de água nos seus vales, fazendo com que as ribeiras desagúem desniveladamente em relação ao mar, terminando como que numa varanda (vale suspenso).

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mais fotos: aqui