quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Madrid, dia 4 - do Palacio Real à Plaza de España

 cansados, mas felizes na Plaza de España, onde terminámos esta viagem

Depois de uma longa viagem de metro pela linha 10, assumámos à superfície,  na Estação Ópera.
Havia muita gente na Praça Isabel II, onde vimos o vulto da rainha a pairar no ar :-)
Subimos a Calle de la Independencia, até à Calle Mayor. Aqui descobrimos uma placa que assinalava a casa onde viveu e morreu o dramaturgo e poeta espanhol Pedro Calderón de La Barca.



Ao fundo da rua deparámo-nos com o grandioso volume da catedral de Almudena,  com inúmeras pessoas a subir e a descer as escadas. Apesar de ser a principal catedral de Madrid,  não se fazia sentir um ambiente de religiosidade.


Mais à frente,  o Palácio Real erguia-se com uma notável monumentalidade. A fila para a bilheteira, com algumas dezenas de metros,  relembrou-nos que estávamos em Madrid.



De passinho em passinho, comprámos o nosso bilhete e o audioguia e iniciámos a visita pela Real Armaria, onde se exibiam armaduras e armas de Carlos V e Filipe II. 
No andar superior encontram-se armas e armaduras oferecidas por embaixadores e chefes de estado estrangeiros,  aquando de visitas oficiais. Saímos pelo miradouro sobre o Campo do Mouro e almoçámos na Cafetaria Mediterrânea. 

 escalopes de cerdo a la pimienta

 atún con cebolla caramelizada


 tarta de queso



Iniciámos a visita pelas Salas Oficiais. Tinham uma decoração muito variada. Os tectos eram pintados quase sempre com cenas alegóricas, enaltecendo a monarquia espanhola. As salas de que mais gostámos foram a da porcelana, as de Gasparini,  com chinoiserie em porcelana a cobrir o tecto, sem esquecer o saguão e por fim a sala do trono.


estátua do Rei Carlos III


escadaria principal


abóbada da escadaria principal com um fresco de Corrado Giaquinto intitulado O Triunfo da Religião e da Igreja

    outros dois frescos de Corrado Giaquinto na abóboda da escadaria principal: Camón, sobre Hércules arrancando las columnas e Cosmografía

Depois da visita,  demos um passeio pelos jardins de Sabatini,  construídos há cerca de 50 anos, no local onde se encontravam as cavalariças reais.
É um espaço onde as pessoas se encontram, com fontes, buxos e um lago rectangular ao centro. 




Saímos para a Praça de Espanha, também arborizada,  mas rodeada de edifícios grandiosos,  como a torre de Madrid, conhecida como La Girafa,  e o edifício de Espanha. 
No centro da Praça, um obelisco de pedra alberga as estátuas de Cervantes e dos seus D. Quixote e Sancho Pança, sem esquecer Dulcineia.



Houve tempo ainda para percorrer a feira de multiculturalidade,  cujo país convidado era Marrocos, que não passava despercebido devido às várias essências que se misturavam no ar.



Terminámos aqui a nossa viagem, levando na memória as agradáveis praças, a multidão e a deliciosa comida de Madrid :-)


vídeo:

domingo, 29 de outubro de 2017

Madrid, dia 3 - da Calle del Arenal à Plaza del Oriente


Começámos este dia no meio da multidão na Calle del Arenal. Uma livraria de rua com estantes em madeira adossadas à fachada de um edifício fazia esquina com outra rua estreita,  onde se encontrava, ao fundo, a chocolateria San Ginés,  com churros de chocolate. 




Ainda deambulámos pelo átrio da Igreja, acabada de fechar, onde, por cima da porta, um mocho petrificado nos observava atentamente. 





Partimos em busca de um restaurante para almoçar.
Passámos pelo Malacatín, conhecido pelo cocido madrileño, mas já estava cheio.  



Resolvemos mudar de dieta e fomos ao El Estragón,  um popular restaurante vegetariano,  com ambiente sossegado, onde provámos gaspacho e hamburger de soja e espargos.  Para terminar,  uma tarte de queijo e frutos vermelhos.

 gaspacho


 hambúrger de soja e espargos


tarte de queijo com frutos vermelhos 

Voltámos à zona antiga,  passando pela barroca Basílica Pontifícia de San Miguel, até alcançarmos a Plaza de La Villa.  

Basílica de San Miguel

Plaza de la Vila

Esta praça é mais sossegada do que as anteriores,  rodeadas pelos edifícios civis mais antigos da cidade. Na Torre de los Lujanes existem vários arcos mudejares, com destaque para o do portal que abre para a Calle del Codo.


Continuámos pela Plaza del Biombo,  onde parámos para lanchar num bar italiano, o Retrogusto. Provámos um cannolo siciliano com café e um cappuccino.  


o cannolo siciliano consiste numa massa doce frita em formato de tubo, recheada com um creme de ricota


Mesmo ao lado, a Igreja de San Nicolás guarda os restos da Antiga Mesquita de Madrid. 



Prosseguindo pela Calle de San Nicolás,  desembocámos na Plaza del Oriente,  um espaço verde surpreendente entre o Teatro e o Palácio Reais.  





É possível passear por entre as estátuas dos primitivos reis cristãos com nomes invulgares, como por exemplo, Ramiro 1º ou Inigo Arista.  Também encontrámos a estátua do Rei Vvamba.


Jantámos no restaurante vegetariano Yerbabuena, na Calle de Bordadores, com óptimos pratos de inspiração mexicana e sobremesas deliciosas, apresentadas em frascos de iogurte.

 quesadilla 


 nachos

mousse de baunilha e chocolate


vídeo:




terça-feira, 10 de outubro de 2017

Madrid, dia 2 - Plaza Mayor

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Hoje continuámos a explorar Madrid antiga, saindo da Puerta del Sol, pela Calle de Postas,  até chegarmos à Plaza Mayor.

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É uma praça solarenga,  que já tínhamos visitado há cerca de dez anos, quando tudo nos parecia maior.

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Sentámo-nos na esplanada do restaurante En Copa de Balón, onde comemos escalope de ternera e huevos rotos con queso de cabra.

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Ao passar os olhos pela multidão avistamos várias figuras na fachada da Casa de La Panadería. Mais de perto distinguimos várias personagens mitológicas, como por exemplo, Cibeles, Baco, Cupido...

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Retrocedemos para a Plaza de la Província e parámos junto à fachada do Palácio de Sta Cruz,  de estilo barroco,  junto ao qual se situa o monumento comemorativo da adesão da espanha à UE.

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Contornámos o edifício até à Calle Duque de Rivas,  com prédios muito ornamentados.

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Saltitámos por entre o trânsito para tirar fotos ao Palácio,  

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...até que tropeçámos na Colegiata de San Isidro.

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Descobrimos que este santo é o patrono de Madrid e protector dos camponeses e agricultores.

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Santo Isidro era casado com Santa Maria de la Cabeza e os dois também representam os valores da família. Acabámos por assistir a uma missa.

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Nossa Senhora da Conceição

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 altar-mor (pormenor)

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altar-mor (pormenor)

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Em cima do altar encontra-se um túmulo com o corpo "incorrupto" do santo. Quando saímos da Igreja já era noite. Deambulámos pela Calle de Toledo,  cheia de esplanadas e com pessoas muito animadas.  
Entrámos novamente na Plaza Mayor,  agora iluminada por diferentes cores. 

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Saímos pelo lado oposto e entrámos no Mercado de San Miguel, agora transformado num local de tasquinhas de comida e produtos tradicionais.

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Estava apinhado de gente. Furámos a multidão e provámos uma tábua de queijos com tinto de 
verano

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Continuámos até à Calle de Cuchilleros,  onde tentámos entrar no restaurante Botín,  alegadamente o mais antigo do mundo,  datando de 1725.

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maquete do interior do restaurante que estava na vitrine

Estava cheio e, por isso regressámos à Calle Mayor,  que percorremos até ao número 84, onde fica a Taberna Ciríaco. Aqui provámos a famosa gallina en pepitoria (galinha com um molho que, entre outras coisas, leva ovos e açafrão), sopa de cocido e ternera a la riojana.

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gallina en pepitoria

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sopa de cocido

  IMG_20171006_222823ternera a la riojana

Mas o mais delicioso foi o tocino de cielo, com uma saborosa textura. 

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tocino de cielo


Por fim, voltámos ao hotel.

VÍDEO: