quinta-feira, 28 de maio de 2015

percurso de interpretação da Praia Grande

Fotor_14315456828088

O percurso começa numa zona de campos agrícolas de sequeiro, onde abundam as alfarrobeiras, amendoeiras e figueiras.


Fotor_143154626878141
Fotor_143154583442978
Moinhos e celeiros em ruínas são testemunhas de uma actividade agrícola intensa no passado.
Fotor_143154613074947Fotor_143154605998053

Fotor_143187318898111
Atravessamos os campos agrícolas em direcção à sombra de um pinhal situado sobre uma arriba fóssil, onde encontramos espécies características do subcoberto deste habitat
Fotor_14318733245077
uma dessas espécies é a palmeira-anã.
Fotor_14315466648110

Mesmo ao lado, o sapal da ribeira de Alcantarilha é um refúgio para várias comunidades vegetais: juncal, halófilos (plantas que necessitam de um elevado grau de humidade e acidez para sobreviver) e prados salgados, dominados pela spartina-densiflora.


Fotor_143160232746357
Estas comunidades vegetais são frequentadas por aves limícolas, como o pernilonga e os patos.
Fotor_143160223237886

Mais à frente encontramos o cordão dunar, que se estende da foz da ribeira de Alcantarilha até à barra da Lagoa dos Salgados.
Trata-se de um habitat muito rico em plantas, cuja ocorrência varia conforme o grau de mobilidade das areias, salinidade, exposição aos ventos.

Fotor_14318742369133 Fotor_143223894496455 Fotor_143223900954893 Aqui conseguimos observar : 

Fotor_143223882230411
o cravo das areias
Fotor_14322388789818
o estorno
share_tempory
o malmequer das praias
share_tempory
a joina dos matos
Fotor_143223952776865
o cardo rolador


Prosseguimos por um caminho que ladeia a norte a duna, até chegarmos ao passadiço que contorna a margem sul da Lagoa dos Salgados, por entre juncais e caniçais.

Fotor_143223997912038 Fotor_14323753220649
Depois de uma breve paragem num miradouro onde observámos galeirões e patos, chegamos à foz da ribeira de Espiche.

Fotor_14323754495118

Fotor_143247171209168
patos
Fotor_143258696174538
galeirão


A barra só abre em ocasiões de grande pluviosidade, infiltrando-se o leito da  ribeira nas areias da berma.

Fotor_143258713165981
Fotor_143258704967178
Caminhámos pela praia em direcção ao sol poente, seguindo as passadas de um pilrito.


Após uma última travessia da duna, continuámos rumo a norte, pela margem da Lagoa dos Salgados, onde mais uma vez trocámos olhares com a avifauna local, desta vez, nos seus hábitos crepusculares.

Fotor_143258733024367 Fotor_143258808955880

Descobrimos mais um ponto de observação, de onde distinguimos garças, pernilongas e um caimão.

Fotor_143258722724239
garça
Fotor_143258764437594
pernilonga


Fotor_143258778980291
caimão

Reparámos ainda que junto ao banco onde nos sentámos crescia uma das espécies referidas no guia : a eruca sativa.

Na fase final do percurso atravessámos tufos de melgas que despertaram em nós o apetite pelo jantar que saciámos na vizinha Armação de Pêra. :)


9/05/2015


ver também:

guia de campo

descrição do percurso

  albúm Praia Grande


sexta-feira, 15 de maio de 2015

PRC 19 SMI - Percurso Pedestre Ribeira Chã



Fotor_143099804832373

Ribeira Chã é uma freguesia cujo núcleo primitivo se situava no lugar do Pisão. Os habitantes dos arredores vinham até aqui para utilizar os vários moinhos da Ribeira das Barreiras, que nasce na Serra de Água de Pau. 
Com o tempo fixaram-se comerciantes e outras profissões ligadas ao transporte dos cereais e mais variadas matérias primas que eram transportadas do seu local de produção até aos moinhos, e, depois, para  o local onde seriam comercializadas ou transformadas.
Este núcleo primitivo situava-se à beirinha de uma falésia que entretanto erodiu, o que levou à destruição da primeira capela.
Sentindo o presságio do avanço do mar, a população mudou-se para a lomba vizinha, ganhando esta nova localidade o nome de Ribeira Chã.
É deste lugar que partimos, não sem antes visitar os vários núcleos museológicos que testemunham o engenho de gerações na procura de melhores condições de vida.

Fotor_143099839932141

Em primeiro lugar visitámos o Museu de Arte Sacra, com objectos religiosos vindos da antiga capela do lugar do Pisão, colecções etnográficas, e outras curiosidades.

Fotor_143099832274243

Depois uma casa rural e a seguir o quintal etnográfico, composto pelo museu agrícola, museu do vinho e uma plantação de espécies endémicas dos Açores.
Encetámos caminho por uma subida de aproximadamente 350m de desnível, ao longo da encosta sul da Serra de Água de Pau, ladeando a Ribeira das Barreiras.

Fotor_143100413333025
Fotor_143101493065087

Como pano de fundo, esplêndidas vistas sobre a costa sul da ilha de S. Miguel, em especial sobre a freguesia de Água de Pau.

Fotor_143101687742456
Fotor_143101548642126
Fotor_143101633498191
Ilhéu de Vila Franca do Campo
Fotor_143101568425754 Fotor_14310164833004


A meio caminho, duas travessias daquela ribeira possibilitam uma exploração da respectiva grota, onde permanece intacta a vegetação ripícola e arbustiva original, sobrevivente do arroteamento descontrolado ocorrido nos séculos XVII e XVIII.

Fotor_143124546384524
Fotor_143124557049631 Fotor_14312457035081 Fotor_143129402741287




Fotor_143101628376385
Uma dessas espécies é o azevinho -  ilex perado - uma subespécie endémica dos Açores.
Fotor_143129489152041
xaxim
Fotor_143151750599189
zimbro



Após roçarmos o limite da zona rural da freguesia de Ribeira Chã, iniciámos a descida de volta à vila.
Uma caminhada panorâmica, que permite ao mesmo tempo observar a realidade que as pessoas retiram da terra.


Fotor_143129453806677 Fotor_14312943926943

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Fuseta

Fuseta é uma freguesia localizada no litoral do Sotavento Algarvio, distrito de Faro, concelho de Olhão. Faz fronteira com Moncarapacho, Tavira e com a Ria Formosa.
Começou por ser um local onde os pescadores construíam cabanas para guardar o material necessário na pesca de armação. Com o passar do tempo, o número de cabanas foi aumentando e os pescadores acabaram por se fixar.

Actualmente a pesca ainda é a actividade principal.

Aqui, as casas tradicionais têm forma cúbica e são encimadas por açoteias - terraços - onde sobressaem as "chaminés algarvias", esguias e ornamentadas. Também são frequentes as casas com platibanda decorativa.

Estes dois elementos, a chaminé e a platibanda, são característicos da arquitectura popular algarvia.














A Igreja Matriz foi construída no século XIX e situa-se no ponto mais alto da Fuseta, no local onde existiu a primitiva capela dedicada a Nª Srª do Carmo. Facilmente avistada a partir do mar, a torre da Igreja funciona também como farol.


Diz o povo que, há muitos anos atrás, se levantou um forte temporal, quando os pescadores se encontravam no alto mar; em terra, as mulheres, desesperadas, fizeram uma enorme fogueira no adro da igreja, ponto mais alto da povoação, procurando orientar os seus homens no caminho certo de regresso.
Dos barcos no mar alto, os pescadores viram a luz distante e a imagem de Nossa Senhora do Carmo, que os acompanhou até chegarem sãos e salvos a terra fina.
Tudo isto se terá passado num dia 16 de Junho, e até hoje faz-se anualmente a fogueira no adro da igreja, honrando a sua padroeira, ponto mais alto dos festejos da Fuzeta, que decorrem de 1 a 17 de Junho.



FRAZÃO, Fernanda Passinhos de Nossa Senhora - Lendário Mariano Lisboa, Apenas Livros, 2006 , p.59

(encontrado aqui)









Linha do Algarve. Passamos uma das duas pontes que sobrevoam o caminho de ferro e alcançamos uma zona habitacional mais recente, com ruas mais largas, retalhos de campo, o Fuzeta Ria Resort e uma visão maravilhosa da praia da Fuseta e das salinas. 






















Depois de um passeio circular, voltamos ao centro, atravessando a ponte que passa sobre o apeadeiro Fuseta A.








É hora de almoço. Junto ao mercado municipal ou na zona de restaurantes perto do campo de jogos existem boas e variadas opções para matar a fome.






ver também: