Hoje acordámos com um gato malhado a espreitar através dos vidros. Aproximámo-nos, mas ele era fugidio. Mesmo assim, antes de subir para o telhado, parou uns segundos e conseguimos fotografá-lo.
Hoje foi mais um dia ensolarado.
Começámos por uma visita ao Museu do Teatro Romano, o único
existente em Portugal.
Uma visita muito interessante para quem gosta de
arqueologia e de descobrir a arte da antiguidade clássica.
O museu é constituído por três níveis e corresponde a um terço do edifício
original. Para além de uma pequena área constituída pela orquestra (plateia), bancadas e palco (proscaenium), o museu
exibe diversas peças encontradas nas
escavações, como por exemplo um
fragmento de baixo relevo da musa da tragédia Melpomene;
um sileno em mármore
que se situaria na parte superior do proscaenium;
uma pequena estatueta de veado, em bronze, da segunda idade do ferro, provavelmente um ex-voto,
e uma malha de jogo em pedra do séc XIV.
No terraço existe uma casa de fresco - um pequeno pavilhão - normalmente construído em jardins, destinado ao repouso.
Voltámos ao bairro de Stª Cruz do Castelo, onde as ruas estavam muito animadas, com um tocador de Hang e inúmeras lojas de produtos portugueses onde se ouvia fado.
Após percorrermos vários becos e vielas, descobrimos o Largo do Menino Deus, com a Igreja homónima, construída em 1711 e uma casa cuja traça remonta ao séc. XVI.
Esta igreja é um importante exemplar da arquitectura setecentista e de visita obrigatória. Para tal, há que tocar à campainha do Centro Social que fica à esquerda da entrada e contactar a Irmã Fátima. A Irmã acompanhou-nos até à Igreja e, amavelmente, contou-nos a sua história, chamou-nos a atenção para a nave octogonal, os maravilhosos mármores coloridos embutidos em todas as paredes e conduziu-nos até à sacristia, cuja cúpula ameaça ruir.
Cheios de fome, descemos pelo Largo Rodrigues de Freitas, onde encontrámos o Restaurante Prego. Hoje fizemos opções mais saudáveis: uma salada de frango, rúcula, cebola e abacaxi e um hambúrguer vegetariano, de grão, com azeitonas, acompanhado de uma salada de rúcula e tomate. Estava tudo óptimo :)
Depois, pela Rua de Sta Marinha, subimos a colina do Mosteiro de S. Vicente de Fora.
Na recepção, encontrámos o guia Luís, que nos acompanhou numa visita pelo mosteiro. Explicou-nos que este cenóbio foi o primeiro a ser construído em Lisboa e teve origem num voto de D. Afonso Henriques ao mártir S. Vicente, pelo sucesso na conquista de Lisboa aos mouros.
O mosteiro alberga inúmeros pontos de interesse, que fazem dele um ex-líbris da cidade de Lisboa, mas, ainda assim, é pouco procurado pelos turistas.
Realçamos a cisterna que constitui o elemento construtivo mais antigo desde a reconquista;
os panteões dos Reis da Dinastia de Bragança e dos Patriarcas de Lisboa;
os painéis de azulejos da portaria que representam a Sé e o Castelo antes do terramoto de 1755;
uma série de 38 painéis de azulejos ilustrando fábulas de La Fontaine;
e a maravilhosa vista de 360º sobre Lisboa a partir do terraço.
De regresso a casa, fizemos uma caminhada pelo campo de Sta Clara, local onde se realiza às terças e sábados a Feira da Ladra.
Ladeando o jardim homónimo existe um grande painel de azulejos contemporâneos, da autoria de André Saraiva, simbolizando o cosmopolitismo e abertura ao mundo da cidade de Lisboa.
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