o Big Ben mira-nos de soslaio de vários pontos da cidade de Westminster. A nossa máquina fotográfica e telemóveis raramente lhe conseguiram resistir.
No segundo dia estava um clima tipicamente londrino, com nevoeiro, chuva e algum frio. Para nos ambientarmos escolhemos visitar alguns pontos de interesse "menos exigentes" (mas cheios de curiosidades) que nos permitissem caminhar pelas ruas.
Começámos pela Banqueting House.
A Banqueting House é o que resta do antigo Palácio de Whitehall, residência oficial dos reis até 1698, quando um enorme incêndio o devastou. Parece que este incêndio foi causado pelo descuido de uma empregada responsável pela lavagem e secagem da roupa. Após o incêndio, que durou dois dias, a Banqueting House foi a única sobrevivente.
Fizemos uma visita com um audioguia, que não se limitava a dar-nos informações sobre a história do edifício e do incêndio, mas pretendia transportar-nos para dentro do acontecimento. Começamos por ouvir a voz da tal empregada que narrava os acontecimentos na primeira pessoa. Depois , apontando um "dispositivo" em determinadas direcções, ou encostando-o a determinados objectos que se encontram na zona exterior do recinto, conseguimos ouvir excertos que recriavam a atmosfera vivida: conversas exaltadas, gritos de aflição, as chamas...
A visita terminou no Salão James I. Aqui realizavam-se os bailes de máscaras da corte, onde tinham lugar alguns acontecimentos bizarros. Depois do incêndio, este salão foi reconstruído como capela real e mais tarde foi parte integrante de um museu. Actualmente é uma sala de eventos e um importante ponto de interesse turístico, devido aos painéis do tecto pintados por Sir Peter Paul Rubens, no séc XVII. Estes painéis representam a união das coroas e a apoteose e reinado de James I.
Depois da visita fizemos uma paragem no Pret a Manger, para almoçar...
salada de arroz integral, "pastelinhos" de batata doce, húmus de beterraba, abacate, brócolos e romã
e continuámos o nosso percurso até à estação de metro de St. James's Park, onde parámos para ver as esculturas e relevos de Henry Moore, Eric Gill, Jacob Epstein, Samuel Rabinovitch e Allan G. Wyon, representando o dia, a noite e vários ventos personificados.
Esta estação abriu em 1868, quando foi inaugurado o troço de linha entre South Kesington e Westminster, mas só em 1929, aquando da reconstrução da estação, foram adicionadas as esculturas.
Day, Jacob Epstein
Night, Jacob Epstein
West Wind, Samuel Rabinovitch
North Wind, Eric Gill
East Wind, Allan G. Wyon
South Wind, Eric Gill
West Wind, Henry Moore
interior do edifício da estação
Continuámos atravessando esta tarde húmida e cinzenta, colorida apenas pelas flores dos parapeitos da Queen Anne's Gate, uma rua em Westminster com casas do sec. XVIII. Nestas casas com fachadas em tijolo destacam-se alguns pormenores arquitectónicos, como escadarias na entrada, frontões,baldaquinos e águas furtadas, característicos do "Queen Anne style". No centro da rua encontrámos uma estátua da Rainha Ana, que reinou entre 1702 e 1714. Foi durante o seu reinado que se uniram os reinos da Inglaterra e da Escócia, formando a Grã Bretanha.
Sem nenhum plano para o jantar, dirigimo-nos calmamente para o metro. Pensávamos regressar ao quarto e comer pelo caminho. Descobrimos que, na rua do nosso hotel havia uma grande variedade de restaurantes, com gastronomias de vários pontos do mundo. Escolhemos o japonês Wasabi, onde nos deliciámos com um suculento sushi.
Depois fomos para o hotel, onde nos enrolámos no edredon fofinho U_U