domingo, 13 de setembro de 2015

#VilaRealdeSantoAntónio #museu

O Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Sto. António alberga o Núcleo Museológico da Indústria Conserveira, onde é possível ver uma exposição sobre a tradição pesqueira e conserveira nesta cidade.


Fomos visitá-lo na semana passada.
Passei rapidamente por temas como o ciclo do atum, o ciclo da sardinha, as fases de cozedura, enlatamento...e outros.


Mas demorei-me na parte das artes litográficas.






Na primeira metade do séc. XX houve um acentuado desenvolvimento da indústria conserveira em Vila Real de Sto. António. A par desta indústria desenvolveram-se outras actividades, entre elas a litografia, para impressão de desenhos nas folhas-de-flandres (material de que são feitas as latas de conserva).



Nesta altura, o processo era mais ou menos o seguinte:

O desenho era feito manualmente em pedra calcária, para depois ser transferido da pedra para o papel vegetal na prensa de transporte litográfico.






Depois, o desenho passava para uma chapa de zinco. Esta era aplicada no cilindro da máquina de impressão que, por sua vez, transferia o desenho para a folha-de-flandres.


Seguia-se a aplicação das cores:

A folha-de-flandres tinha de passar na máquina tantas vezes quanto o número de cores do desenho.
Cada vez que era aplicada uma cor, a folha-de-flandres ia ao forno para secar.
Depois voltava à máquina para a impressão da cor seguinte.
E assim sucessivamente.
Na última fase, aplicava-se uma camada de verniz transparente, indo a folha-de-flandres pela última vez ao forno.
Por fim, a folha-de-flandres ia para a secção do vazio, onde eram fabricadas as latas.









Filipa

sábado, 12 de setembro de 2015

#Faro #pequenopasseio(2) #apontamentos


 Já andava há alguns dias à procura da passagem de nível que me levaria para pertinho da Ria. Finalmente descobri, mesmo em frente à marina.





Esta zona ribeirinha não é o melhor sítio para se estar à hora do calor, num dia de Verão, mas ficou prometido o regresso num final de tarde.






Depois segui ao longo da linha do comboio em busca do Parque Ribeirinho. Quando avistei o edifício do Teatro das Figuras, virei à esquerda. O parque começava mesmo ali. Mas...




...o calor apertava e o parque não parecia um parque...(pelo menos para quem tinha imaginado vegetação verde e sombra abundante)



As árvores são todas muito jovens. Apenas um pequeno pinheiro cobria com a sua sombra metade de uma mesa do parque de merendas.
Fiquei ali bastante tempo, a ver as brincadeiras de quem parecia não estar nada incomodado com o calor.





Ganhei coragem e fui explorar o resto do parque. Numa das margens predominam na paisagem as grandes superfícies, que ficam do outro lado da estrada, mas se andamos em direcção à Ria a "coisa" melhora.






Há uma espécie de balcão que fica mesmo sobre o sapal e permite observar aves.
Não vi nenhuma, talvez viessem mais tarde.
Daqui também se vêem os aviões que chegam ao aeroporto de Faro. Sobrevoam todo o horizonte e aterram. Desta vez foi de 5 em 5 minutos.



O sol ainda ia alto. Resolvi não esperar pelas aves. 



Caminhei para a passagem de nível para espreitar o Teatro das Figuras.





Estava fechado. 
Mas ali perto estava outra coisa que eu queria ver: a Casa das Figuras.
É um antigo celeiro com um "pormenor" muito curioso na fachada:




Daqui fui para o supermercado comprar morangos.


Filipa



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

#Faro

Primeiro, uma breve caminhada pelo Jardim da Alameda João de Deus, um agradável espaço verde com relvados convidativos e algumas esplanadas.







Depois, uma paragem na cafetaria da Biblioteca Municipal António Ramos Rosa que fica mesmo ali, no jardim, e apresenta uma bonita fachada neo-árabe.


Aqui passamos cerca de uma hora para carregar o telemóvel, pôr conversas em dia e pesquisar "coisas para fazer" em Faro.
Sem um plano muito definido, saímos em direcção ao centro.
Pelo caminho (Rua de D. Tereza Ramalho de Ortigão), um troço de muralha seiscentista, construída para proteger a cidade de uma eventual invasão espanhola; 


casas em estilo Arte Nova; 



e um inesperado painel de azulejos representando S. Francisco de Assis.


Avistamos finalmente o Arco do Repouso que dá acesso à Vila-Adentro. Terá sido por  esta entrada que D. Afonso III conquistou  a cidade a 27 de Março de 1249.



Nesta zona histórica passamos apenas pela Sé e pelo Paço Episcopal (desta vez não entramos) e depois pela Porta Nova (séc. XVI) que nos devolve à Ria Formosa.





Caminhamos um pouco junto à linha do comboio até voltar a entrar na Vila-Adentro pela porta que fica junto à antiga Fábrica da Cerveja.


Atravessamos novamente esta zona, de regresso ao Arco do Repouso, a partir do qual nos dirigimos para a baixa, onde procuramos uma esplanada para descansar durante a hora de almoço. Difícil  é escolher, pois são inúmeras as opções.








Filipa