sábado, 14 de novembro de 2015
Uma tarde na Ilha de Tavira
ver Percurso Pedestre da Ilha de Tavira (http://www.icnf.pt/portal/turnatur/visit-ap/pn/pnrf/ilh-tavira)
Porto Santo
A ilha de Porto Santo pertence ao arquipélago da Madeira e encontra-se a 500kms da costa africana. Tem uma área de 42.48km2 e cerca de 5500 habitantes.
A história de ilha está ligada à história dos Descobrimentos: foi a primeira descoberta realizada pelos portugueses João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, no séc. XV, em 1419.
Também se diz que Cristóvão Colombo passou aqui algum tempo a preparar a viagem que o levaria a descobrir a América.
A visita a Porto Santo começa na viagem de barco entre o Funchal e Vila Baleira.
O barco desliza ao longo da costa da ilha da Madeira, entre o Funchal e a Ponta de São Lourenço, oferecendo belíssimas vistas sobre as suaves encostas salpicadas pelo casario.
Depois de nos despedirmos lentamente da ilha da Madeira, aparece o ilhéu da Cal...
...e, à medida que o barco se aproxima de Porto Santo, começa a surgir a extensa praia de areia clara.
Esta praia tem 9 km de comprimento. Tanto a sua areia, como a água do mar têm propriedades terapêuticas. E uma vez que existe pouca variação térmica entre as estações, é possível desfrutar de prazenteiros dias de praia durante quase todo o ano.
Sugere-se um passeio por Vila Baleira, uma visita à Casa Colombo e à Igreja Matriz.
Depois, há que dar a volta à ilha. Conhecer as suas paisagens arenosas, os seus picos, os ilhéus e os miradouros que desvendam cantinhos formados pelo recorte da costa.
É na zona do Pico Branco e Terra Chã que se encontra a maior diversidade de flora indígena. Aqui é possível realizar um percurso pedestre, a PR1 – Vereda do Pico Branco e Terra Chã (pdf), que tem a duração de uma hora e meia, tempo suficiente para subir ao topo do Pico Branco, atravessar pequenos bosques e, a partir dos miradouros naturais, observar grande parte da Ilha do Porto Santo.
Ilha do Farol e Ilha Deserta
As ilhas Deserta, da Culatra/Farol, Armona, Tavira e Cabanas constituem as cinco ilhas-barreira que fazem parte do cordão arenoso responsável por separar a Ria Formosa do Oceano Atlântico.
Em tempos idos, a Ilha Deserta e a Ilha do Farol/Culatra foram uma só: a Ilha do Cabo de Santa Maria. Porém, a abertura do Canal da Barra Nova, durante a primeira metade do séc. XX, veio transformar esta ilha em duas.
As areias destas ilhas estão em constante deslocação, devido às forças do mar e do vento. Mesmo assim, nas suas dunas podemos encontrar espécies vegetais (como o cardo marítimo) que conseguiram resistir e adaptar-se aos ventos fortes, à salinidade e à permeabilidade do solo. Outro aspecto curioso é que são as raízes destas plantas que contribuem para a manutenção e estabilização das dunas.
Escolhamos um dia para visitar a Ilha do Farol e a Ilha Deserta.
O ponto de partida é a cidade de Faro, mais especificamente o Cais Comercial ou o Cais das Portas do Mar (conforme a época), onde se apanha o barco para a ilha do Farol.
Durante a viagem, que dura cerca de 40 minutos, o barco atravessa canais e bancos de sapal que caracterizam a Ria Formosa. Com alguma sorte, talvez se avistem aves que por aqui passam, tais como os flamingos ou a garça-real.
Uma vez chegados à Ilha do Farol, sugere-se uma visita a três locais: o núcleo populacional - habitado essencialmente por pescadores e turistas,
Para uma segunda parte do dia mais tranquila, desvendemos o silêncio da Ilha Deserta.
Para tal, apanhamos um barco-táxi que nos leva até lá.
A Ilha Deserta também é conhecida como Ilha da Barreta. Ao contrário da Ilha da Culatra, é desabitada e pouco frequentada. É aqui que se encontra o ponto mais meridional de Portugal continental, o Cabo de Santa Maria, que consiste apenas numa curva no areal da praia.
A partir do pontão é possível fazer um percurso pedestre que nos proporciona um melhor conhecimento da ilha (LINK)
Embora tenha apenas 3,2 Km e seja considerado fácil, se for Verão e o sol estiver forte, aconselha-se o fim de tarde como melhor altura para o realizar. Uma menor temperatura ajudará a caminhada. Além disso, o azul do mar e a areia clara adquirem tons lindíssimos e cintilantes quando o sol vai mais baixo.
No entanto, convém não esquecer a hora de saída do último barco.
- mais informações:
Ria Formosa
Barcos
- mais fotos aqui
PR Zambujeira do Mar - Azenha
O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) corresponde a uma faixa litoral de 2 Km de largura, que se estende desde S. Torpes até ao Burgau. Tem uma área total de cerca de 131000 ha.
Esta área protegida possui uma grande variedade paisagística e uma elevada biodiversidade. O clima - com influências atlânticas e mediterrâneas - bem como os diversificados substratos geológicos contribuem para a existência de uma enorme quantidade de espécies endémicas.
O percurso pedestre de pequena rota Zambujeira do Mar - Azenha (link) apresenta características representativas deste Parque Natural: as falésias escarpadas a recortar o mar, os barrancos profundos, onde por vezes correm cursos de água e as praias, com ou sem areal.
Este percurso tem início junto à Capela de Nossa Senhora do Mar.
Para começar, desce-se em direcção à praia da Zambujeira e depois sobe-se por um trilho que segue pela arriba.
À medida que se caminha, descobrem-se belíssimas praias abrigadas por rochas imponentes.
Algumas destas rochas são tão recortadas, que mais parecem esculturas misteriosas.
Em relação ao caminho, os declives são pouco acentuados. Predominam os caminhos de pé posto com areia. Umas vezes o trilho passa mesmo pelo extremo da arriba, outras vezes avança para o interior.
Aqui é possível observar a vegetação rasteira típica desta região, como por exemplo a camarinha, com as suas bagas brancas.
Por fim, deixa-se aqui uma sugestão: embora estejam indicadas 3 horas como duração deste percurso, demorem mais tempo. Apreciem a paisagem, tirem fotografias, façam um picnic. Se o tempo o permitir, também é boa ideia alternar a caminhada com uns mergulhos no azul intenso daquele mar.~
mais informação sobre o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina aqui
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