sexta-feira, 4 de setembro de 2015

#Faro

Primeiro, uma breve caminhada pelo Jardim da Alameda João de Deus, um agradável espaço verde com relvados convidativos e algumas esplanadas.







Depois, uma paragem na cafetaria da Biblioteca Municipal António Ramos Rosa que fica mesmo ali, no jardim, e apresenta uma bonita fachada neo-árabe.


Aqui passamos cerca de uma hora para carregar o telemóvel, pôr conversas em dia e pesquisar "coisas para fazer" em Faro.
Sem um plano muito definido, saímos em direcção ao centro.
Pelo caminho (Rua de D. Tereza Ramalho de Ortigão), um troço de muralha seiscentista, construída para proteger a cidade de uma eventual invasão espanhola; 


casas em estilo Arte Nova; 



e um inesperado painel de azulejos representando S. Francisco de Assis.


Avistamos finalmente o Arco do Repouso que dá acesso à Vila-Adentro. Terá sido por  esta entrada que D. Afonso III conquistou  a cidade a 27 de Março de 1249.



Nesta zona histórica passamos apenas pela Sé e pelo Paço Episcopal (desta vez não entramos) e depois pela Porta Nova (séc. XVI) que nos devolve à Ria Formosa.





Caminhamos um pouco junto à linha do comboio até voltar a entrar na Vila-Adentro pela porta que fica junto à antiga Fábrica da Cerveja.


Atravessamos novamente esta zona, de regresso ao Arco do Repouso, a partir do qual nos dirigimos para a baixa, onde procuramos uma esplanada para descansar durante a hora de almoço. Difícil  é escolher, pois são inúmeras as opções.








Filipa





quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Serra da Malcata

Entre Sabugal e Penamacor ergue-se um genuíno maciço serrano, constituído por cabeços arredondados e vales encaixados, com desníveis que ultrapassam, por vezes, os 500 m.
Embora seja um território largamente humanizado, no passado estabeleceu-se um laço entre a natureza e a actividade humana, da qual resultaram endemismos de importância comunitária.
Falamos, em primeiro lugar, do lince ibérico, o felino com estatuto de conservação mais ameaçado do mundo, uma subespécie que ocorreu fruto daquela mesma ocupação humana, que providenciava a manutenção de zonas de mato rasteiro na serra, locais privilegiados para o estabelecimento de populações de coelhos - as suas presas preferidas.
Para esta aventura de BTT, assentámos praça na aldeia de Quadrazais, no sopé da serra.



Como aquecimento, dirigimo-nos para a capela de S.Gens, a cerca de 4 kms da aldeia, local privilegiado para admirar a Serra da Malcata e o vasto planalto que a separa da Serra da Estrela.






De regresso a Quadrazais, dirigimo-nos por um caminho asfaltado até à aldeia da Malcata, por entre bosques ondulantes de carvalho negral e pinheiros, que se desenvolvem nas margens do Rio Côa. 
Sem grande dificuldade, alcançamos a aldeia, onde, após um pequeno lanche, partimos para terreno mais selvagem, dobrando os primeiros cabeços em direcção a Alízios.






Nesta primeira etapa, tivemos o primeiro contacto com a fauna local: "enxames" de moscas rodeavam as nossas cabeças em busca de gotículas de suor, o que nos impelia a andar mais rápido. Após uma descida por um antigo caminho agora ocupado por giestas e estevas, atingimos um casal no vale da Ribeira de Meimoa, onde aprendemos a obter água de uma mina.




Uma subida íngreme intervalada por uma pernoita, permitiu-nos alcançar as alturas dos Concelhos (1007 m), e o vasto planalto que separa as bacias hidrográficas dos rios Tejo e Douro.







Nova descida, desta vez por terreno pedregoso, mas aberto, levou-nos ao vale do rio Bazágueda, onde uma casa recuperada pelos serviços da reserva natural assinala o sítio da antiga Quinta do Major.
Passado o rio a vau, e após deslindar uma preciosa fonte, começamos decididamente mais uma vertiginosa subida, em direcção à fronteira, onde os limites da reserva tomam o nome de Serra de La Malvana. Esta extensão raiana constitui um autêntico balcão sobre as planícies da província de Cáceres.




Imbuídos pela beleza da paisagem, concedemos mais uma pernoita a este lugar insólito.


Na manhã seguinte, prosseguimos por um trilho mal definido ao longo da margem esquerda do Rio Bazágueda, até culminarmos no marco geodésico da Moura, a 1076m de altitude.



Uma merecida descida de volta a Quadrazais leva-nos por bosques de carvalho, pinheiro e azinheira, até às margens do rio Côa. Aqui refrescamo-nos antes de seguir para a aldeia, onde terminamos esta odisseia selvagem e agreste pelo habitat do maior felino da Europa.





Artur




terça-feira, 14 de julho de 2015

#Alfama #apontamentos




  • É o bairro mais antigo de Lisboa
  • O seu nome vem do árabe al-hamma (banhos ou fontes)
  • É cercada pelas colinas do Castelo de S. Jorge e de S.Vicente
  • Lembra uma antiga aldeia
  • Muitos restaurantes, casas de fado, as festas dos Santos Populares
  • Esteve sob o domínio muçulmano entre 711 e 1147
  • A maioria dos edifícios resistiu ao terramoto de 1755
  • Aqui existe um conjunto de nascentes minero-medicinais
  • Antes da construção do Aqueduto das Águas Livres, Alfama era a zona de Lisboa com menos problemas de falta de água
  • Para introduzir as águas de Alfama na rede de abastecimento público de Lisboa, construiu-se uma cisterna que recolhia a água e uma estação elevatória movida a vapor, que elevava a água até ao reservatório da Verónica 
  • O Museu do Fado foi construído sobre a cisterna e é lá que é possível visitá-la

















Andam soltos pelas ruas como um canto de pássaro que atravessa o silêncio
Resguardados do calor procuram a claridade dos pátios
Aí trocam as luzes do dia num diálogo intrincado (como as ruas do bairro) que constroem devagar até adormecerem juntos




















     apontamentos a partir daqui






Filipa