Neste último dia em Lisboa, aproveitámos para visitar a Casa dos Bicos.
Esta casa foi construída, no séc. XVI, pelo filho do primeiro vice-rei da Índia, Brás de Albuquerque.
Lendo um dos painéis informativos, ficámos a saber que «uma malha reticulada de "pontas de diamante", inspirada em modelos renascentistas italianos, revestia a fachada sul, conferindo singularidade ao edifício». É a estas "pontas de diamante" que se deve o nome "Casa dos Bicos", cuja fachada foi inspirada no Palácio dos Diamantes, um palácio renascentista italiano.
A casa alberga o Núcleo Arqueológico da Casa dos Bicos e a Fundação José Saramago.
No rés-do-chão podemos ver os vestígios arqueológicos encontrados durante as escavações realizadas no local.
Quando a casa foi construída no séc XVI, englobou um pano de muralha e dois torreões que existiram desde a época romana tardia até à idade média.
São ainda visíveis quatro tanques de cetária, utilizados para salga de peixe, pertencentes a uma unidade fabril, que existiu no séc. I d.C. junto a uma praia fluvial.
Os andares superiores são dedicados à Fundação José Saramago. Existe uma exposição permanente com todos os livros escritos e traduzidos pelo autor, registos áudio e vídeo de entrevistas e outros eventos, como o prémio Nobel que recebeu, entrevistas dadas a jornais e ainda vários documentários, entre eles José e Pilar.
É uma exposição em que predomina a exibição dos livros escritos e traduzidos por José Saramago, dando pouco relevo à sua biografia e ao circunstancialismo em que decorreu a criação da obra literária.
reprodução do escritório de José de Saramago
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